Neste terceiro e último artigo inspirado na palestra de Bill Hybels realizada recentemente no Brasil, falaremos de um tema que, embora seja uma preocupação de muitos pastores e líderes, recebe pouca atenção no meio cristão: a formação estratégica de equipes.

Formar equipes talvez seja uma das tarefas mais difíceis de um líder. Demanda tempo, dedicação, observação e principalmente, relacionamento.

Antes de prosseguirmos, é importante lembrar que as contribuições a seguir referem-se à formação de equipes de serviço, que possuem alvos determinados e provavelmente liderarão outras pessoas. Estas pessoas serão os pivôs da realização efetiva da Visão. Quanto à congregação, isto é, todos os membros da igreja, são de suma importância e precisam ser cuidados e trabalhados pois também são “o corpo”, sendo inclusive o celeiro de onde surgem os líderes a quem nos referimos aqui. No entanto, assim como Jesus escolheu cuidadosamente sua equipe de trabalho, sem perder a perspectiva do corpo, os líderes da atualidade precisam escolher o seu time de apoio enquanto cuidam do rebanho.

Como as pessoas assumem cargos ou ministérios em sua igreja?

O ambiente eclesiástico tem características muito preciosas. Ele oferece oportunidade para todos e permite que as pessoas descubram suas vocações sem priorizar orçamentos e maximizar lucros, como uma empresa. Isso é ótimo e pode ser incentivado mesmo. Porém, quando estamos falando de liderança, que envolve cuidado de pessoas e realização da Visão, o líder precisa ser criterioso na escolha das pessoas para assumirem funções específicas.

Em geral nas igrejas, as pessoas assumem cargos por diversos motivos, especialmente por: 1. falta de outros que o façam ou 2. são apaixonadas pela atividade em aberto.

Qualquer dos casos apresentam armadilhas que, se o líder não cuidar, poderão comprometer o bom andamento da obra e até a realização da Visão: as pessoas podem se tornar desmotivadas por não verem o resultado de seu trabalho, ou podem ‘desconectar’ algum ministério da igreja, simplesmente por  ser apaixonada pelas atividades, mas não pelos propósitos do corpo, e por aí vai.

Então, como escolher as pessoas para formar a sua equipe?

Hybels começa alertando sobre o alinhamento entre o seu ritmo e o ritmo das pessoas. “Se você gosta de mudanças, forme uma equipe que acompanha a sua velocidade de mudança”, aconselha.

Ele compartilhou também os principais critérios que costuma utilizar para escolher o seu próprio time. As características que as pessoas precisam ter são:

Caráter – pessoas com boa índole, coerentes entre o que dizem e fazem, e que sejam de fato seguidoras de Jesus;

Competência – pessoas capacitadas e/ou que estejam buscando continuamente se aprimorar para exercer as atribuições que recebe, especialmente liderar. Isso inclui leituras, cursos, coaching, mentoria e estar disposto a construir uma experiência consistente.

“Química” – a pessoa precisa se encaixar no estilo e na cultura da liderança, da equipe e da igreja. Do contrário, você poderá estar trazendo para a equipe alguém que desestabilizará o bom andamento dos processos, desgastará os relacionamentos entre a equipe e poderá enfraquecer a sua liderança. Note que “não ter química” é diferente de “ter química” e contribuir com pontos de vista diferentes e produtivos.

Para caminhar, a equipe precisa ter o mesmo pensamento (Fp 2:1-3/Pe 3:8). Os critérios acima são fundamentais para que a equipe de líderes mostre na prática para a congregação como é estar unida em um só propósito, mesmo sendo composta de pessoas diferentes. Ela será capaz de produzir frutos saudáveis, caminhar em sinergia (juntos, em co-operação) e de avançar rumo à vontade de Deus para o seu contexto, levando consigo todo “o corpo”.

Da mesma forma, a postura que você adotar em seu papel como líder de líderes é fundamental. Você precisa ser o primeiro a dar o exemplo, se relacionar com a equipe e liderá-la para que caminhem juntos para a Visão.

Pensando nisso, como você avalia a formação de sua equipe? Com quem você pode realmente contar e por quê? Diante da Visão pela qual estão trabalhando, que mudanças ou investimentos serão necessários (tempo juntos, treinamentos de capacitação, discipulado, etc)?

Busque inspiração em como nosso Mestre formou e desenvolveu a Sua própria equipe – não existe modelo melhor! Lidere e escolha sua equipe consciente e propositadamente, visando cumprir aquilo que Deus colocou em seu coração.

Que Deus te abençoe!

Este é o terceiro artigo da série inspirada na palestra de Bill Hybels no Brasil.

Leia também o primeiro artigo desta série: O Poder da Visão

Leia também o segundo artigo desta série: Da Realidade Insustentável à Visão


 

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