Deus criou o homem e a mulher diferente de todos os seres vivos. Deu ao ser humano a capacidade de raciocinar, de escolher, de amar e de servir.

Ele fez o ser humano relacional e ordenou que assim vivêssemos e aproveitássemos tudo o que havia criado para nós. Nos fez para vivermos em famílias, em comunidades em que pudéssemos aprender como sermos cada vez mais parecidos com Ele.

Para que déssemos conta da tarefa, Ele deu a cada um diversas características: dons, talentos, pontos fortes, limitações, personalidade, temperamento, etc., que quando combinadas, tornam cada ser humano único e especial.

É como uma mãe que, ao enviar seu filho na excursão da escola, coloca em sua mochila itens para que ele possa lidar com todo o tipo de situação que se apresentar: o lanche e o suco, inclusive o extra para o amiguinho, para a hora da fome; o casaco, caso esfrie; a toalhinha, para se limpar; o dinheiro extra, caso precise comprar alguma coisa. Antes que ele saia, ela dá as últimas orientações sobre o cuidado ao falar com estranhos, manter-se junto ao grupo e ser respeitoso com as pessoas, e então se despede do filho feliz por tê-lo preparado para o passeio.

Acontece que, ao se despedir da mãe, o filho tem a liberdade de fazer o que quiser com tudo o que ela colocou em sua mochila. O filho pode comer na hora certa, ou não. Pode compartilhar o lanche com o colega ou comer tudo sozinho. Ele pode esquecer o casaco no banco do ônibus da escola e passar frio o dia todo. Ou pode usar tudo conforme aquilo para o qual foi designado. Faça o que fizer, vai ter que dar contas quando voltar para casa e encontrar a sua mãe.

Assim somos nós. Deus deu uma “mochila” cheinha de características para cada um usar conforme a Sua vontade. E junto, na mochila, colocou a liberdade para que escolhamos como vamos usá-la: se para agradá-lO, usando tudo o que nos deu com sabedoria e servindo à Ele e ao próximo; ou para agradar a nós mesmos, ficando no centro de nossa própria vontade e orgulho, esquecendo-nos dEle e do próximo. De um jeito ou de outro, daremos conta de tudo para Ele quando voltarmos para casa.

E então, como você escolhe usar a sua mochila?

 

Por Sara Macedo

Diretora do Instituto de Coaching Cristão


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